quarto mês | babyboythree


Quando ontem postei a imagem dos quatro meses do V logo recebi msgs a perguntar como estava a saga da amamentação! Parece que deixei bem impresso o drama que isso foi... e não deixou de ser. a grande diferença entre o primeiro mês e agora é sem dúvida a dor constante. Essa já era.. e o sol apareceu. Estar em permanente dor e não poder sair de casa foi sem dúvida o pior de tudo, quando o sol apareceu apesar de ainda haver dor, há mais vontade de sair... hoje, aos quatro meses o V passa mais tempo fora de casa comigo, claro, do que dentro e para a cabeça faz toda a diferença, a minha!

Essa dor constante desapareceu realmente, mas a pega, essa não a consegui corrigir e mesmo não achando que já é tarde para o fazer, já não me ralo tanto. ele come muito bem, de noite mama e tiro leite quando consigo, mais ou menos duas x por dia, e quando saio de casa levo leite em pó, não faço dramas, não deixo de lhe dar maminha e consigo sempre que posso tirar para que tome o meu caso eu precise sair ou estiver com o peito ainda muito sensível. Isso não desapareceu. A sensação de ter leite a mais ainda não desapareceu, mas cheguei a um equilíbrio, principalmente mental, o meu. Hoje em dia, eu e o baby V somos melhores juntos do que fomos há 3 meses. Consultei quatro CAMs e apenas na última vi luz ao fundo do túnel, obrigada Francisca da Let'sGrowUp, porque me abriu os olhos quanto ao que realmente era importante, sarar as feridas para sarar a mente. Enquanto eu tivesse feridas não havia volta a dar e para sarar seria preciso algum distanciamento dele para que o peito descansasse...

Redescobrimo-nos os dois e hoje neste equilíbrio tranquilo e pacífico para ambos, somos mais fortes e mais unidos que nunca, de tal maneira que ao contrário dos manos... este, se me vê a sair de perto dele choraminga, se o pai lhe pega ao colo e o vira para a frente... e me vê, chora! vai com facilidade para outros colos, mas não quer estar nunca sozinho.

Ri-se como se não houvesse amanhã e põe toda a gente a rir. É delicioso vê-lo interagir connosco e com todos. É daqueles que adora que as velhotas interajam com ele nos cafés e no bairro já faz as delícias dos vizinhos que o vêm todos os dias.

E aos quatro meses, tivemos já uma constipação para curar... nunca tive um bebé tão pequenino doente e por isso apanhou-me de surpresa, mas na verdade é um querido. Apesar de doente, dorme muito e pede mais colo, mas é amigo da sua mãe.

Continua a ser um doce, continua a ser bonzinho, a fazer noites longas e comer muito bem, seja onde for com quem for. Com ele aprendi já imensa coisa... recomeçar é sempre bom, sempre preciso. E que bom que é todos os dias ver este bebé por perto, abraça-lo até à gargalhada, e cheirá-lo até mais não.

Os manos continuam apaixonados, mais calmos nas reacções connosco pais, e sempre muito ternurentos com o mano. Querem que ele cresça depressa para saberem o que faz e como faz o quê um bebé! Querem que se vire, que gatinhe, que ande, que fale e que saiba tudo sobre star wars e o benfica. Gostam muito dele, é o que mais me dizem durante o dia, mas apesar da idade sei que não têm noção de muita coisa, principalmente da fragilidade dele... mesmo assim, dou-lhes tarefas para me ajudarem, nunca envolvendo fraldas lol, mas coisas como tomarem conta dele enquanto estou com um dos manos no banho, brincar com ele enquanto eu estou a tentar trabalhar, lerem-lhe histórias enquanto eu estou na cozinha... é bom. Era só isto... era só isto que eu queria.

dia da mãe | mother's day

depois de seis anos a festejar o dia da mãe com dois miúdos, este ano há um novo começo!
o babyV veio acrescentar ainda mais alegria a este dia e eu sou a mãe que sempre quis ser.
quando o fui pela primeira vez, completamente a leste, pensei conseguir fazer tudo, o equilíbrio entre mãe educadora, profissional, amiga e maravilha parecia-me tão alcançável que nem pestanejei... passados estes anos todos e mais um bebé... não tenho ilusões!

não sou nada disso na perfeição e acima de tudo ninguém mo exige também. encontrar o equilíbrio entre todas as minhas virtudes e o que lhes posso oferecer é das tarefas mais difíceis e mais alucinantes que alguma vez já tentei fazer... e não atenua com o tempo. somos as nossas piores inimigas quando queremos dar conta de tudo e de todos. exigimos imenso de nós próprias e daí exigirmos tanto dos outros também... porque não relaxamos mais se de facto ninguém pede que lhes demos o mundo? no fundo eles, miúdos, só precisam de nós, ali, dedicadas e atenciosas, cheias de mimos e abraços, para ouvir, rir, brincar (super difícil para mim na verdade... ) e para chorar também.
tentar encaixar anos da nossa infância numa semana da deles é pura e simplesmente egoísta da nossa parte... eles não querem isso e ninguém nos mandou tentarmos conciliar tudo. tpcs, banhos, tarefas, jantares, lanches, festas de anos, roupas, horários, brinquedos, tv, brincar, extracurriculares, paz, sossego, catequese, missa, cromos, primos, avós.. ufa parece que não nos deixamos tempo para respirar fundo... e quem nos disse que tem que ser assim? nós!

hoje, dia da mãe, acordei para dar de mamar ao V... a minha saga continua! e de repente na cama grande fui confrontada com a realidade de ter cinco pessoas em casa e todas elas minhas! de repente aquela hora de mamar, conversar, dizer mil vezes "bom dia da mãe" e receber presentes fez todo o
sentido e fez com que todos relaxássemos, eu principalmente!

como é difícil para mim relaxar... tenho a quem sair... nunca relaxou... e daí nunca nos gozou a sério. que eu não caia no mesmo erro, que eu saiba sempre parar para me ver. eu, que não sou mais do que nós! eu, em todos os meus mundos, sou resultado de todos nós juntos. que vocês me possam sempre ver no futuro quando festejarem também este dia com os vossos filhos (vou ter noras... medo!)

a todas as mães, espero que tenham tido um excelente dia, cheio de confirmações que damos sempre o nosso melhor e que, para eles, chega!



have a great week | 19.2017