keep calm and let go


e mais uma semana começa com tantas boas intenções apesar da chuva... apesar do rumo que o país poderá ou não tomar a partir do momento que temos um deputado do pan no parlamento... enfim.

mais uma semana de muitos arrumos, limpezas e controlo. todas as semanas recomeço um processo novo de organização, mesmo que a lista dos to-dos seja eterna e que já venha de trás de tal maneira rabiscada que só precise mesmo de um novo look, começo de novo, limpinha, sem erros nem correcções, pronta para reformular tarefas, ideias, planos e sugestões. é mais forte que eu, como se este meu amor a escrever, não quero escrever um livro quero apenas dar corda à mão, não me deixasse usar a mesma lista vezes sem conta e precisa de a reescrever para que a mente não se esqueça. 

o meu último exercício de memória é perdê-la. ultimamente tenho-me apercebido que guardo imensa coisa na cabeça, inútil. dá jeito para quem à minha volta perde coisas, ou já não se lembra de outras, não sabe se alguém faz anos ou se é preciso pagar uma conta qualquer não sei de quê... mas eu estou cansada de ser o hard disk externo dos outros e por isso mesmo o exercício de escrever tudo ajuda-me a ter sob controlo aquilo que quero ou não guardar na cabeça. é claro que, como tantas pessoas, a partir do momento que o escrevo, decoro-o e não me esqueço, mas há de vez em quando um momento em que digo "já não me lembro, vou ver..." e procuro nos cadernos, listas e lembretes e voilá, ali está o pormenor que não guardei na cabeça mas que soube mantê-lo por perto... isto, parece que não mas é um exercício terrívelmente difícil para mim. quem me conhece sabe que guardo tudo, associado aos mais estúpidos, estranhos, particulares pormenores, quase como uma cábula que em vez de estar escondida para um teste no liceu, está guardada na memória. também não vou perder isto de um dia para o outro, mas devagar se vai ao longe (já dizia o título do meu livro de português da segunda-classe) e com calma lá chegarei. perderei no processo tanta coisa à qual dei demasiado valor, mas a vida é feita disso mesmo... tudo no seu devido momento. 

agora só preciso de tempo e de coragem.



brigida brito fotografia | site | facebook 

2 comentários:

  1. É verdade guardamos muita coisa, que nos distrai do que é verdadeiramente importante...

    Estás tão bonita Andrea ;) tão serena ! Adorei as fotos.

    Beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. acumular pode ser um verdadeiro castigo... antes guardava a pedra da calçada onde tropecei quando o vi... hoje guardo esse momento apenas no coração e memória... e chega. é difícil... mas preciso. obrigada cláudia!

      Eliminar